Category Archives: Cidadania

Vida do cidadão moçambicano e sua participação nos assuntos sociapolíticos, socioeconómicos e socioculturais do país

Complexo Académico em transformação

O Complexo Académico está, desde finais do ano 2014, a conduzir a sua transformação de um movimento informal para uma organização licenciada a actuar sem fins lucrativos com foco em pesquisas, campanhas, sapiências, palestras, seminários, aconselhamentos, seminários e premiações.

No processo de legalização do Complexo Académico como uma associação, além de Francisco Joaquim Pedro Chuquela que é o Fundador do Movimento, assinam como membros co-fundadores Lucas Alberto Zandamela de 28 anos de idade, Regina Paulo Sitoe de 25 anos de idade, Gerson Joaquim Cossa de 26 anos de idade, Alberto Joaquim Chuquela de 31 anos de idade, Celso Moisés Simbine de 31 anos de idade, Inocêncio Albino Titos Sicuaio de 30 anos de idade, Reinaldo Luís Nhalivilo de 22 anos de idade, Flórida Luís Jeje de 23 anos de idade e Dércio Boaz Machaieie de 28 anos de idade.

O Complexo académico espera recrutar o maior número possível de membros que devem ser estudantes de níveis médio e superior que queiram desenvolver Moçambique, África e o mundo a nível holístico.

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Lançada composição de cem posts de pensamento samoriano

0O Complexo Académico arranca, no dia 29 de Setembro, data de nascimento de Samora Machel, a publicação nas redes sociais, de frases do saudoso pai da nação moçambicana. A publicação será diária e vai avançar até 19 de Outubro, data em que se recorda o assassinato do carismático herói.

O intuito é de atingir 100 posts de expressões energéticas que evidenciam que Samora Machel defendia os interesses do povo. Esses posts serão categorizados em pensamentos samorianos sobre: a) educação, b) saúde, c) segurança, entre outros sectores que merecem referência olhando pela actualidade do país.

Serão também categorias de destaque pensamentos samorianos sobre: a) cidadania, b) moçambicanidade, c) patriotismo e outros valores que Samora defendia de forma acérrima. Uma das tónicas dominantes será a relevância da sua intervenção quando esteve de visita na casa branca, nos EUA.

1Os pensamentos de Samora Machel, na luz desta campanha, serão reproduzidos em posts na conta do Twitter do Complexo Académico – @complacad – e retuitados fielmente, em forma de reforço, pela conta @chuquela, além de que serão postados nas contas de Facebook e Google+ do fundador do Complexo Académico, Francisco Chuquela.

A campanha em alusão irá terminar com uma palestra sob lema “O que fez de Samora um líder carismático e influente” a ter lugar o Centro Cultural Americano na semana de 21 a 25 de Outubro de 2013.

Lembre-se que Samora Moisés Machel foi um líder revolucionário que liderou a guerra da Independência e foi o primeiro presidente do Moçambique independente, de 1975 a 1986. Machel nasceu a 29 de Setembro de 1933 em Chilembene na província de Gaza e foi *assassinado a 19 de Outubro de 1986 nos montes Libombos em Mbuzini quando regressava a Maputo vindo duma reunião internacional em Lusaka. Se Samora Machel estivesse vivo faria 80 anos de idade no dia 29 de Setembro de 2013.

Actualmente, o Complexo Académico, um espaço de incidência, interacção e actuação na vida social, económica, política e cultural de Moçambique, usa o seu blog https://complexoacademico.wordpress.com/ e a sua conta do Twitter @Complacad para disseminar conteúdos sobre cidadania em Moçambique.

* Inclinação pessoal, uma vez que a morte de Samora continua um mistério a oscilar entre acidente casual e sinistro propositado

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Servir o povo é dever, não favor, do governo

Por: Francisco J. P. Chuquela

A maioria dos 22 milhões de moçambicanos, enfraquecida pela fraca educação e falta de informação, pensa que os serviços públicos são fruto de “bom coração dos governantes”. Essa errada percepção de que o governo está a prestar favores ao povo através de hospitais, escolas… faz com que esta maioria dos moçambicanos não exija esses serviços quando não são dados ou quando são dados com péssima qualidade.

O governo esconde ao povo que os serviços públicos constituem direito do cidadão. Isso sim, pois se não escondesse haveria sensibilização acerca. Recursos de informação e sensibilização não faltam. Sublinhe-se. É que o partido no poder consegue atingir e comunicar-se com o povo, do Rovuma ao Maputo e do Zumbo ao Índico quando se trata de campanha de eleições, mas já não consegue fazer o mesmo pela divulgação de direitos do cidadão.

A Educação, que o saudoso presidente Samora quis que fosse instrumento para o povo tomar poder é, hoje, instrumento do governo para o povo perder poder. Afinal, o que somos de dizer sobre um sistema educacional em que se chega à décima segunda classe sem perspectivas do futuro? E mais, sem habilidades para escrever o mais curto parágrafo possível livre de gravíssimos erros ortográficos?

Os direitos dos moçambicanos são drenados, pelo governo, para estrangeiros. Prova disso é a concessão de hectares e hectares de terra a investidores estrangeiros e quase nenhum centímetro a nacionais.

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Governo moçambicano contra vida dos camponeses

Por: Francisco J. p. Chuquela

A terra, que foi sempre fonte de sobre(vivência) dos moçambicanos, vê-se em clara transição para ser unicamente fonte de largas centenas de milhões de dólares para estrangeiros. Não é preciso duas frases para justificar esta posição, pois a maioria das terras férteis dos camponeses é usurpada a favor de megaprojectos de investimentos estrangeiros.

Ora, nesta senda dos factos, os camponeses perdem a sua única fonte de sobrevivência e rendimento, a terra, em troca de promessas nunca cumpridas. Quem dá a chave deste cofre natural dos moçambicanos, a terra, a estranhos é quem devia defendé-los através da lei, o governo. Afinal, de onde vem a concessão de terras a estrangeiros?

No entanto, com este tipo de comportamento governamental, temos mais do que suficientes razões para olharmos mal, até certo ponto, ao recentemente lançado Plano Nacional de Investimento do Sector Agrário (PNISA). Ora, neste PNISA, quem vai investir? Se for o estrangeiro o que vai querer em troca? E qual será a vantagem dos 22 milhões de moçambicanos cujos impostos são suficientes para investir no dito PNISA sem se recorrer ao bolso do estrangeiro?

Indo a casos concretos, o que ganharam em troca os camponeses que foram evacuados dos seus lugares de produção agrícola para implantação da Vale? Só promessas. Ora, aquele tipo de reassentamento é comparado com transferência de ovelhas de um lugar verdejante para um lugar desértico. E os que foram evacuados a favor da Wambao Agrilcuture, o que ganharam em troca? Só poeira de negação aos mais fundamentais direitos comunitários.

O governo moçambicano (partido Frelimo) passa a vida a pregar o combate à pobreza, mas, meia-volta, prejudica visivelmente a melhoria da renda familiar. Quanta hipocrisia!

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Camaradas traem camaradas e perde-se a camaradagem

Por: Francisco Joaquim P. Chuquela

O Estado moçambicano é chefiado por um veterano da luta armada de libertação do país do jugo colonialista e, o seu governo é maioritariamente, se não completamente, constituído por militantes da mesma luta e da guerra dos dezasseis anos.

Durante os anos de guerra, eram milhares e milhares de militantes a jurarem entregar a vida em troca de um país livre da brutalidade, mas no fim da luta, foram arquitectados dois grupos: o dos heróis ou veteranos de luta, donos de privilégios e detentores do poder e, o dos desmobilizados de guerra ou antigos combatentes.

É que, depois dos conflitos armados, quando foram recolhidos e arrumados os instrumentos de guerra, foi também arrumado, à maneira de descartar, um número sem fim de militantes, alguns com deficiências física e psicológica, lavradas no combate pela pátria.

Na luta, com as armas a descarregarem o peso nos rostos de todos, chamavam-se de camaradas e eram unidos, segundo reza a história, pois lutavam pela mesma causa e defendiam os mesmos interesses, mas hoje há, por exemplo, um Alberto Chipande no topo e um Jossias Matsena ou Hermínio dos Santos nas cinzas.

Os desmobilizados de guerra, que antes eram perseguidores dos inimigos do país, hoje são espezinhados e perseguidos pelos antigos camaradas. Exemplo disso é a marginalização, pelas elites governamentais, e a violência, pelas autoridades policiais, aos desmobilizados de guerra, na vez de reivindicarem aquilo que julgam serem os seus direitos.

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País (pode) regressa(r) do abismo

Por: Francisco J. P. Chuquela

A Ciência, a Tecnologia e a Educação, mas principalmente esta última, são os sectores chaves na concretização dos objectivos de um país em vias de desenvolvimento. Um país que precisa de quadros com visão minimamente suficiente, não só para identificar oportunidades, mas também para explorá-las inteligentemente.

Na tarefa de formar quadros verdadeiramente competentes, este país estava de férias. Há aproximadamente uma década, o sector de Educação não se importa com o desempenho dos alunos para lhes graduar de um nível académico para o outro. Em suma: este sector importa-se com os resultados numéricos e não com a qualidade, empurrando, desta feita, o país para um abismo que seria possível evitar.

Neste país está-se numa situação em que basta mais meia década com o mesmo comportamento para se ver doutores e peritos analfabetos na tomada de decisões e na condução de uma nação que, com dirigentes competentes, é/seria merecedora e promissora de progressos inimagináveis.

Agora, os responsáveis por esta área bastante sensível da vida de um país devem ter colocado a mão na consciência e resolvido buscar formas de corrigir o erro enquanto corrigível, pois é curto o tempo que resta para que o erro seja incorrigível.

Pois sim que a conclusão mais imediata a que se chega em relação a decisão do Ministério de Educação, de parar as passagens automáticas é de que os dirigentes deste país só se apercebem do erro aproximadamente dez anos depois de comete-lo.

Mas vejamos que a abolição de passagens automáticas é, ainda, apenas uma decisão. Quem nos garante que isso irá à prática? Quantas decisões foram tomadas e não foram colocadas em prática neste país? O caso da cesta básica de que o governo engravidou e abortou muito prematuramente é uma recordação exemplar de nos emprestar a insegurança no concernente a eliminação das assassinas passagens automáticas.

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As fintas de que os moçambicanos não se apercebem

Por: Francisco Joaquim Pedro Chuquela

Muito lamentavelmente, as elites moçambicanas ganham cada vez mais confiança do povo que dirigem à custa de manipulações. É que os dirigentes deste país criam no povo, através das suas estudadas retóricas, a impressão de que está tudo a melhorar quando, na verdade, está tudo a piorar.

Com certeza, ainda se tem em memória imagens e palavras inteligentes de Moçambique iluminado do Rovuma ao Maputo. A verdade é que tais imagens e palavras foram fruto da imaginação de quem quer mostrar o que se quer e não o que se tem, a fim de angariar confiança e credibilidade para continuar a retroceder o povo em nome do progresso deste.

Moçambique está iluminado sim, mas à luz de velas e xiphefu (candeeiro à base de garrafa e corda absorvente de petróleo). Quer acreditar? Tenha antes em conta que Moçambique não é uma pequena congregação de gente fechada e afaste-se um pouco da cidade ou da vila em que possivelmente se encontra. Veja por si mesmo a dimensão da mentira das imagens que mostram o um Moçambique iluminado. Coloque um grande X no slogan “Moçambique está iluminado” se o tiver recebido em cartaz para pendurar no seu quarto, na sala ou no escritório em nome do patriotismo.

Essas exibições podem ter dado sucessos políticos e meios de justificação de fundos a gente enganadora do povo. Quero eu arriscar e afirmar que este país está longe de ser iluminado, pois deve estar apenas 15% iluminado. E porque não menos?

No lugar desses “fintosos” slogans diga-se que pequenas porções do território estão iluminadas, mas também momentaneamente iluminadas porque tem-se uma electricidade que sabe mais exibir piscas. Afinal, quem, mesmo com a dita “nossa” Cahora Bassa, já sentiu saudades de um apagão repentino e de desrespeito? As nossas luzes não são mais que pirilampos ou meros sinais de faróis verdes e preguiçosos.

Compatriota, não espere ser dito como Moçambique é. Veja por si mesmo e escape de manipulações.

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