Sistema de Estagnação

Escrito por: Francisco Joaquim P. Chuquela

Os moçambicanos não cessam de se queixar das mil e uma culpas do actual Sistema Nacional de Educação. Desde a sua introdução e arranque, este sistema tem a fama de ter estagnado o rítmo do Processo do Ensino e Aprendizagem a que se assistia nos sistemas por este substituidos. As televisões e rádios têm transmitido inúmeros debates cujos resultados são no soluções buscadas e não são postas em funcionamento.
Com o sistema em alusão, o Ministério de Eucação tornou-se uma grande máquina de produção quantitativa, e não qualitativa, facto que se justifica pelo número de alunos e/ou estudantes que terminam com sucesso os períodos lectivos, mas sem conhecimentos que justifiquem as suas progressões ou seja, somam níveis que não justificam o seu aproveitamento pedagógico real.
Dedos acusadores
O ensino secundário, que recebe alunos mal preparados, acusa o primeiro ciclo do ensino primário de não cumprir o papel de habilitar os alunos, geralmente crianças, a saberem ler e escrever. Já o primeiro ciclo do ensino primário, neste caso o ciclo acusado, justificacom o insucesso com a não colaboração dos encarregados de educação no processo de ensino e aprendizagem, o número mal/não regulado de alunos por professor e por turma, as sobrecargas horárias aos docentes…
 Os encarregados de educação, por sua vez, acusados de não colaborar no processo de ensino e aprendizagem, mostram exemplos concretos de sucessos do sistema de educação dos tempos em que a maioria dos encarregados era analfabeta de tal maneira que nem podia ajudar os educandos a fazer os seus Trabalhos  Casa. Eram tempos em que os encarregados limitavam-se a controlar os educandos para que não atrasassem ou faltassem à escola, que não fossem às aulas com fome, sujos, em fim indispostos.
Um número considerável de encarregados de educação tem os seus filhos a frequentar pequenos centros de explicação, onde alunos e estudantes aperfeiçoam as matérias dadas nas escolas formais. Esse facto é suficiente para contrariar a defesa dos professores, de que os encarregados de educação não colaboram no processo de ensino e aprendizagem.
Os líderes da nação, aqueles que desenharam o actual Sistema Nacional de Educação, não usufruem do mesmo, pois têm os seus filhos a estudar nas escolas de renome internacional, colégios, liceus, em fim, instituições que não têm nada que se assemelha a este nosso sistema de educação. É um gesto dos subordinantes que, sem dúvida, desanima os subordinados.
A conclusão que se pode tirar dos feitos deste sistema é que trata-se duma autêntica estratégia para lavar o país do alto índice do analfabetismo que muito marcou o Moçambique pós independência. Com este sistema, mais por causa das passagens automáticas, o índice de analfabetismo reduz à velocidade de comboio, isso resulta em quantidade de se aplaudir e qualidade pouco apreciável nos resultados reais finais.
Resultado
Com muito orgulho, orgulho vergonhoso, os nossos jovens, muito cegamente, ingressam no ensino superior com a grave dívida de dominar a “escrita e leitura”.

 

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